A produção de silagem se torna estratégica durante a seca em Rondônia porque permite conservar alimento colhido em período de maior oferta. Quando planejada, ela ajuda a manter o desempenho do rebanho e reduz a compra emergencial de ração.
Silagem, porém, não corrige falta de planejamento. É preciso calcular quantos animais serão alimentados, por quantos dias e qual será o consumo, incluindo uma margem para perdas.
Qualidade começa antes do silo
Escolha da cultura, ponto de colheita, tamanho das partículas e rapidez no enchimento influenciam a fermentação. Material seco ou úmido demais dificulta compactação e conservação.
O silo deve ser bem compactado e vedado para reduzir a presença de oxigênio. Aberturas, demora no fechamento e retirada irregular favorecem aquecimento e deterioração.
Custo deve ser calculado por alimento aproveitado
Sementes, adubação, máquinas, lona, mão de obra e perdas entram no custo. Comparar apenas o preço da tonelada produzida pode esconder baixa qualidade ou grande descarte.
Na abertura, a retirada diária precisa manter uma frente uniforme e limpa. Material com cheiro anormal, mofo ou aquecimento intenso não deve ser oferecido sem avaliação técnica.
Planejamento antes da seca
- Estimar o período de suplementação e o número de animais.
- Definir área de plantio e capacidade do silo.
- Reservar máquinas e mão de obra para colher no ponto correto.
- Proteger o local contra água da chuva e danos na vedação.
Como acompanhar
A quantidade e a composição da dieta devem ser definidas com orientação técnica. A Embrapa mantém materiais que podem auxiliar na escolha da cultura e no manejo de conservação.
